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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Pastor ou assassino?

Na semana passada ouvi a seguinte frase: "Ela quer ser pastora sem ser 'ungida' como tal." Pensei um pouco sobre isso, busquei na Palavra e vi que pastorear vidas realmente independe de cargos ministeriais. Para pastorear, basta amar o próximo verdadeiramente (e não da boca para fora), entender o propósito de Deus e ser um verdadeiro cristão.

Analisando a história de Caim e Abel descobrimos que em nossa condição de irmãos uns dos outros temos apenas duas opções: ou somos pastores (Abel), ou assassinos disfarçados de agricultores (Caim).

"Abel tornou-se pastor de ovelhas, e Caim, agricultor." (Gênesis 4:2b)

Tenho certeza que todo mundo concorda que relacionamentos, seja em qual nível for, não são nada fáceis de serem mantidos. Além dos momentos felizes e divertidos, também contamos com situações em que nós não concordaremos uns com os outros, nos irritaremos e, enfim, nos depararemos com o momento da decisão: pastorear ou assassinar?

Em nenhum momento encontramos na Palavra que cuidar, discipular e até mesmo exortar e repreender é função exclusiva daqueles que são levantados para estar à frente liderando alguma congregação. Mas encontramos, sim, que é função de todos exortar a todos e edificar a todos

"Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis." (I Tessalonicenses 5:11)

Para isso não é necessário óleo da unção, muito menos seminário teológico. Porém, existe, sim, algo de extrema importância e indispensável para exercer tal função: caráter de Cristo, amor.

"Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor." (Efésios 4:2)

Nós somos chamados para pastorear uns aos outros. Devemos, sim, apascentar! A responsabilidade pela vida dos nossos irmãos é, de ninguém mais, se não nossa.

Então o Senhor perguntou a Caim: "Onde está seu irmão Abel? " Respondeu ele: "Não sei; sou eu o responsável por meu irmão?" (Gênesis 4:9)

Sabe qual é a resposta para essa pergunta de Caim? Sim! Ele era, sim, o responsável pelo seu irmão!


A maioria dos cristãos hoje em dia acha que para um bom relacionamento é necessário concordar com tudo, fazer as mesmas coisas e ter as mesmas ideias. É fato que existem pessoas com as quais temos mais afinidade. Mesmo assim, nunca existirá ninguém igual a ninguém, justamente pela 'graça' estar nas diferenças que nos completam e nos fazem aprender uns com os outros. E, para sermos pastores, temos que entender que uma das nossas principais funções é exortar e confrontar o nosso irmão em amor, com todo o caráter de Cristo manifesto e conforme a Palavra nos ensina.

"Ora, se teu irmão pecar, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, terás ganho teu irmão." (Mateus 18:15)

Quando o Senhor permite que você veja o seu irmão pecando, no intuito de que você o pastoreie e, ao invés disso, você não o chama a sós para o repreender, você está abrindo mão dele para Satanás. Ou seja, você abre mão de ser o seu pastor e escolhe ser o seu assassino! Da mesma forma, quando você o repreende sem amor e fora do que a Palavra ensina, você também escolhe a vara para ferir ao invés do cajado para apascentar e torna-se um mero acusador assassino disfarçado de agricultor, que mata fingindo estar cuidando.

Alguém que não possui cargo de liderança dentro de uma congregação pode repreender um apóstolo, pastor, presbítero ou diácono caso o veja pecando? Claro! Na verdade ele deve! Ou por acaso alguém quer o sangue de um pastor na sua conta? Repreenda-0, sim. Mas com amor!

Alguém é capaz de matar espiritualmente o próprio irmão por inveja de sua excelência na Obra de Deus? Claro! Esse foi justamente o caso de Caim e Abel e, infelizmente, o que mais vemos por aí. 

Assassinar parece ser sempre a melhor opção para aqueles que não entendem que o mais importante é se importar com aquilo que existe de maior valor para Deus: pessoas.

"Ai do pastor imprestável, que abandona o rebanho! Que a espada fira o seu braço e fure o seu olho direito! Que o seu braço seque completamente, e fique totalmente cego o seu olho direito!" (Zacarias 11:17)


Escolha amar, cuidar e pastorear ao invés de acusar, ignorar e assassinar.
Você é responsável, sim, pela vida do seu irmão! 
Não queira apresentar-se a Deus com sangue alheio na sua conta.

"Pois estes mandamentos: "Não adulterarás", "NÃO MATARÁS", "não furtarás", "não cobiçarás", e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: "AME O SEU PRÓXIMO COMO A SI MESMO". (Romanos 13:9)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Amar é melhor do que ter razão.

Nos últimos meses o Senhor me fez passar por situações bem difíceis onde eu fui bastante tratada do meu orgulho.

Uma das coisas que eu mais odeio é estar mal com alguém. E essas situações, além de serem constrangedoras, geram mal estar quando a pessoa envolvida está no mesmo ambiente que você e afetam a nossa vida com Deus. Diante disso o Senhor me ministrou que é muito melhor amar do que ter razão.

Quando pedimos perdão (leia mais sobre o perdão aqui) ao nosso irmão, mesmo sabendo que estamos certos, só porque amamos viver em paz uns com os outros e fazer a vontade de Deus, abrimos mão da nossa razão e preferimos amar.

A razão de quem ama é Cristo. Mas existe outro tipo de razão. E é desse tipo que eu estou falando.

Quando a sua razão é Cristo, você faz o que Ele manda você fazer, que é amar uns aos outros (João13:34), perdoar independente da situação (Mateus 18:21-22) e viver em paz com todos (Marcos 9:50).

Quando a sua razão é o seu ego, você faz o que a sua carne manda. Ou seja, fica "de bico" esperando que o outro tome a iniciativa de te pedir perdão, já que você está tão certo e tão orgulhoso ao ponto de não dar o primeiro passo para que tudo seja resolvido.

Não estou dizendo que você tem que "engolir sapos", pois abrir mão da razão para amar não tem nada a ver com isso. Se para você isso é "engolir sapos", você está bem por fora dos princípios espirituais e a sua razão está longe de ser Jesus.

Razão? Pra que, se eu posso amar ao ponto de superar qualquer coisa para viver em paz e ser feliz?

Que a nossa razão seja Jesus, que é Deus, e que por sua vez é amor.
Prefira amar!

"Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor." (I João 4:8)